Transcrição de sessão de terapia: o que é permitido e o que não é
Transcrição de sessão de psicoterapia com consentimento registrado, áudio que não fica guardado, e a razão pela qual você nunca vê a transcrição crua.
O consentimento fica registrado, e o termo escrito é sempre cobrado
A Resolução CFP nº 13/2022, Art. 11, pede o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado pelo paciente para gravar. O consentimento verbal não substitui esse termo: ele vale como prova de diligência sua, e o registro guarda quem declarou, quando e para qual paciente.
No CLIOPsi você declara o consentimento verbal antes de começar e conduz a sessão, e a tela continua cobrando o termo escrito até que o paciente assine, com o link pronto para enviar. Travar a gravação no meio do atendimento não protege ninguém: fazia a psicóloga perder a sessão inteira e anotar tudo na mão. O que o sistema não faz é fingir que a sua declaração é a assinatura do paciente.
Se o paciente assinou um termo e nele recusou a gravação, aí sim o botão fica indisponível. Recusa manifestada por ele é diferente de termo ainda não assinado.
O paciente pode voltar atrás
Consentimento não é assinatura de uma vez para sempre: é revogável. O registro guarda data, hora e versão do termo aceito, e a revogação encerra a autorização para gravar dali em diante. Isso é exigência da LGPD e é também postura clínica: quem não pode retirar o sim não deu um sim livre.
Onde o áudio da sua sessão fica
A resposta curta é: em lugar nenhum, depois de transcrito. Vale detalhar, porque é a pergunta que um paciente atento faz e que você precisa saber responder:
- O áudio não é armazenado no servidor. Não existe nem endpoint de upload de áudio na plataforma: o material vai no corpo da requisição de transcrição e não é persistido.
- O áudio não fica no aparelho. O backup local de gravação está desligado por decisão de projeto, exatamente porque áudio clínico guardado no celular é risco novo, não segurança extra.
- O que fica é o prontuário, sob sua titularidade, com a guarda mínima de cinco anos que o Conselho exige.
A contrapartida honesta desse desenho: sem cópia local, uma queda de conexão ou um travamento do navegador no meio da sessão pode custar a gravação daquele atendimento, e aí o registro volta a ser manual. Preferimos esse risco a manter áudio de sessão espalhado em dispositivo.
Por que você não vê a transcrição, só o prontuário
A plataforma transcreve e não exibe a transcrição. A tela entrega o prontuário estruturado, e a busca também procura no prontuário, nunca no texto cru da sessão. É decisão deliberada: transcrição literal de psicoterapia é o registro mais sensível que existe nesse fluxo, e o documento que a profissão reconhece, e que você assina, é o prontuário. Uma tela a menos exibindo fala literal é uma superfície a menos de vazamento, de captura de tela e de citação fora de contexto.
O que esperar da qualidade
Nenhuma transcrição automática é perfeita, e desconfie de quem publica um número de acurácia sem dizer em que áudio mediu. O que dá para dizer com honestidade:
- Nome próprio, medicamento, jargão teórico e sigla são onde o erro aparece primeiro.
- Áudio ruim domina qualquer modelo. Microfone razoável e sala silenciosa valem mais que trocar de tecnologia.
- Fala sobreposta entre você e o paciente é o caso mais difícil de separar.
- Por isso o texto gerado é rascunho: ele existe para você revisar e assinar, e a responsabilidade pelo conteúdo do prontuário permanece integralmente sua.
Como fica na prática
Você envia o termo ao paciente, ele assina, e o botão de gravar libera. A sessão acontece sem você escrever nada. No fim, o prontuário chega estruturado para revisão, você corrige o que precisa e assina, e a partir da assinatura o documento fica imutável, com trilha de auditoria.
O que cada seção do prontuário precisa conter, e qual resolução manda nisso, está em prontuário eletrônico em psicologia. Para avaliar a ferramenta como um todo, veja software para psicólogos clínicos.
Esta página é orientação prática, não parecer jurídico. Em caso de dúvida sobre a sua situação, consulte o seu Conselho Regional.
Quanto custa o CLIOPsi
- Teste: R$ 0, com 10 sessões no total, que não renovam, e 3 pacientes ativos.
- Começar: R$ 97/mês, com 20 sessões por mês e 20 pacientes ativos.
- Clínico: R$ 247/mês, com 60 sessões por mês e 80 pacientes ativos.
- Intensivo: R$ 447/mês, com 120 sessões por mês e 200 pacientes ativos.
- Clínica: preço por profissional, fechado caso a caso.
Sem fidelidade e sem multa para sair. No plano anual você paga 10 meses e usa 12. Uma sessão é um crédito, e o crédito cobre a transcrição mais a primeira geração do prontuário.