Transcrição de sessão de terapia: o que é permitido e o que não é
Transcrição de sessão de psicoterapia com consentimento registrado, áudio temporário e os limites do processamento até o prontuário revisado.
O consentimento fica registrado, e o termo escrito é sempre cobrado
A Resolução CFP nº 13/2022, Art. 11, pede o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado pelo paciente para gravar. O consentimento verbal não substitui esse termo: ele vale como prova de diligência sua, e o registro guarda quem declarou, quando e para qual paciente.
No CLIOPsi você declara o consentimento verbal antes de começar e conduz a sessão, e a tela continua cobrando o termo escrito até que o paciente assine, com o link pronto para enviar. Travar a gravação no meio do atendimento não protege ninguém: fazia a psicóloga perder a sessão inteira e anotar tudo na mão. O que o sistema não faz é fingir que a sua declaração é a assinatura do paciente.
Se o paciente assinou um termo e nele recusou a gravação, aí sim o botão fica indisponível. Recusa manifestada por ele é diferente de termo ainda não assinado.
O paciente pode voltar atrás
Consentimento não é assinatura de uma vez para sempre: é revogável. O registro guarda data, hora e versão do termo aceito, e a revogação encerra a autorização para gravar dali em diante. Isso é exigência da LGPD e é também postura clínica: quem não pode retirar o sim não deu um sim livre.
Onde o áudio da sua sessão fica
- O navegador mantém o áudio em memória durante a gravação. O backup persistente no dispositivo está desativado.
- Trechos são enviados ao disco temporário do servidor. Na finalização, o servidor reúne o áudio, solicita a transcrição à Deepgram e tenta apagar os trechos, inclusive quando o processamento falha.
- Gravações interrompidas podem deixar trechos órfãos. Após 48 horas, eles ficam elegíveis à limpeza acionada pela próxima operação de gravação; não é um prazo máximo garantido de exclusão.
- A transcrição e o registro clínico têm retenção diferente do áudio. Conteúdo autorizado é enviado ao serviço de IA para gerar um rascunho que o profissional revisa e assina.
Falha de conexão, encerramento do navegador ou perda do armazenamento temporário podem impedir a recuperação da sessão. Confira o registro e complete manualmente quando necessário.
Por que você não vê a transcrição, só o prontuário
A plataforma transcreve e não exibe a transcrição. A tela entrega o prontuário estruturado, e a busca também procura no prontuário, nunca no texto cru da sessão. É decisão deliberada: transcrição literal de psicoterapia é o registro mais sensível que existe nesse fluxo, e o documento que a profissão reconhece, e que você assina, é o prontuário. Uma tela a menos exibindo fala literal é uma superfície a menos de vazamento, de captura de tela e de citação fora de contexto.
O que esperar da qualidade
Nenhuma transcrição automática é perfeita, e desconfie de quem publica um número de acurácia sem dizer em que áudio mediu. O que dá para dizer com honestidade:
- Nome próprio, medicamento, jargão teórico e sigla são onde o erro aparece primeiro.
- Áudio ruim domina qualquer modelo. Microfone razoável e sala silenciosa valem mais que trocar de tecnologia.
- Fala sobreposta entre você e o paciente é o caso mais difícil de separar.
- Por isso o texto gerado é rascunho: ele existe para você revisar e assinar, e a responsabilidade pelo conteúdo do prontuário permanece integralmente sua.
Como fica na prática
Você envia o termo ao paciente, ele assina, e o botão de gravar libera. A sessão acontece sem você escrever nada. No fim, o prontuário chega estruturado para revisão, você corrige o que precisa e assina, e a partir da assinatura o documento fica imutável, com trilha de auditoria.
O que cada seção do prontuário precisa conter, e qual resolução manda nisso, está em prontuário eletrônico em psicologia. Para avaliar a ferramenta como um todo, veja software para psicólogos clínicos.
Esta página é orientação prática, não parecer jurídico. Em caso de dúvida sobre a sua situação, consulte o seu Conselho Regional.
Perguntas frequentes
Posso gravar a sessão de terapia?
Pode, com consentimento do paciente registrado por escrito, e o registro precisa dizer para que serve a gravação, o que acontece com o áudio e que ele pode recusar sem prejuízo do atendimento. Gravar sem esse consentimento é que não se sustenta, nem eticamente nem juridicamente.
O paciente pode gravar a própria sessão?
Essa é a outra ponta da pergunta, e ela é diferente. Quem grava a própria conversa não depende de autorização do outro para fazê-lo, mas o que ele pode fazer com o material depois é que tem limite. Vale tratar disso abertamente no enquadre, em vez de descobrir depois.
O áudio da sessão fica guardado em algum servidor?
Durante a gravação, trechos de áudio são enviados ao armazenamento temporário do servidor. Ao finalizar a transcrição, o sistema tenta excluí-los, inclusive em falha. Trechos órfãos com mais de 48 horas são elegíveis à limpeza na próxima operação de gravação. Uma interrupção pode impedir a recuperação; isso não é garantia de ausência de perda.
Transcrição automática substitui o prontuário?
Não, e tratar uma como a outra é erro. A transcrição é registro bruto do que foi dito; o prontuário é o documento clínico que você assina, com o que sustenta a sua conduta. O caminho é a transcrição virar insumo do prontuário, e o prontuário passar pela sua revisão antes de existir como documento.
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Quanto custa o CLIOPsi
- Teste: R$ 0 por 8 dias, com 12 sessões no total, que não renovam, e 3 pacientes ativos.
- Essencial: R$ 69,90/mês. Para o consultório no dia a dia: prontuário automático na sua abordagem e agenda com confirmação por WhatsApp.
- Clínico: R$ 129/mês. Tudo do Essencial, mais Memória Clínica longitudinal e briefing antes de cada atendimento.
- Clínica: preço por profissional, fechado caso a caso.
Sem fidelidade e sem multa para sair. No plano anual você paga 10 meses e usa 12. Uma sessão é um crédito, e o crédito cobre a transcrição mais a primeira geração do prontuário.